Por que realizar?
Sempre que se pretende transfundir um animal, deve-se realizar previamente o teste de Compatibilidade Sanguínea, principalmente em gatos ou em cães em uma segunda transfusão.
Seu objetivo é verificar se o sangue do doador é compatível com o do receptor, reduzindo riscos de possíveis reações transfusionais.
Como é realizado o teste
Pode ser utilizada a técnica rápida em lâmina de microscopia ou a mais demorada em tubos de ensaio. Em ambas as técnicas devem ser realizadas contraprovas de controle para evitar resultados falso-positivos.
A prova cruzada é realizada em duas etapas:
1ª etapa
Mistura-se uma pequena amostra do sangue total ou suspensão de hemácias do sangue doador com uma pequena quantidade de soro do receptor. A observação de grumos (macroscopicamente) e a aglutinação dos eritrócitos (microscopicamente) determina incompatibilidade sanguínea. Esta etapa é considerada a mais importante.
2ª etapa
Ocorre de maneira inversa. Uma pequena porção de sangue total ou uma suspensão de hemácias do sangue do receptor é misturada com o soro do doador e, do mesmo modo, pesquisa-se a formação de grumos de hemácias.
A ausência de grumos nas duas etapas da prova cruzada significa que a transfusão pode ser realizada, minimizando riscos de reações transfusionais.
Vantagens e desvantagens
Vantagens
Baixo custo e facilidade de execução do teste.
Desvantagens
Interferência de variantes tais como hemólise, autoaglutinação (do receptor) e sensibilidade baixa.